quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ser ou não ser substituível:



Será mesmo que você é substituível?





Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostram gráficos e, olhando nos olhos de cada um,  ameaça: "ninguém é insubstituível".  A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
- E Beethoven ?
- Como? - encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da "máquina" (organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para pôr no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora de os líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus  talentos.
Cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.  Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se o gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico que  barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E, na gestão dele, o  mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo esse raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanhas, nem lagoas nem cavernas, nem  homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias, e hoje, para substituí-lo,  chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível".


No mundo sempre existirão pessoas que vão amar você pelo que você é  e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo. 
Acostume-se a isso e viva  sempre com muita paz de espírito.  






Recebi este texto por e-mail da minha amiga e sábia Lota Moncada,pois o mesmo despertou nela uma "certa reflexão",que a fez compartir com os amigos.


E, esta reflexão "casou" direitinho com a minha recente semana, "semana de molho", para por os parafusos no lugar, depois de uma crise de hipertensão...tô aqui tentando baixar o velocímetro, aquietar a mente, a pressa, os 220woltz.


E, porque não sou substituível, hoje eu não estudei.
Hoje eu não fiz ginástica, não nadei, não nada...
Na real,essa semana inteira, eu "não nada".
Não matei meu leão por dia,não corri de um lado pro outro, fazendo as milhões de coisas necessárias ao mesmo tempo.Não nada.
Não que isso não gerasse uma grande culpa, outro mal do século para as mulheres depois da celulite.


Hoje eu trabalhei em marcenaria.Lixei com força, pintei, me sujei, me manchei de solvente...
Fiz feijão.Comprei uma vassoura nova.Levei sapatos no sapateiro.conversei com as vizinhas.
"Paguei" de dona de casa e adorei, pra desgosto e incoerência das bandeiras quase feministas que já levantei tantas vezes.Muitas teoricamente.Muitas na prática, já que sou mãe-pai e pau pra toda obra...
Mas, feminismos a parte,quanto homem e quanta mulher, tem vivido mecanicamente suas rotinas sem viver com prazer;sem plantar, sem brincar com o filho,sem ver o por- do- sol. Não dá tempo e nem nos damos ao luxo.


Mas tem dado pane,o corpo tem cobrado,o organismo inteiro(e a propósito:já enchi desse aparelho!!!),talvez pra me lembrar que, com todos os meus defeitos e desajustes, eu não sou substituível.


Sou única e faço falta , nem que seja pra este pequeno núcleo familiar e meia dúzia de amigos também desajustados ,os melhores do mundo!


"Alice disse para o pai: -Você acha que estou enlouquecendo?
Ele disse:-Acho sim! e devo te dizer que essas são as melhores pessoas!"
Alice no pais das maravilhas*

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