quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Problema de adulto:Vergonha


Na minha infância não tinha shopping centers e esse monte de coisas legais que tem hoje.
Nem por isso acho que nossas crianças terão menos problemas quando adultos,pelo contrário.
Até porque estão acostumados a ter tanto e sem nenhum esforço, que acho que até será complicado se satisfazerem mais tarde.
Mas que uma bola dessas deve  tornar as coisas mais lúdicas deve!
Meu problema de adulta  agora é vergonha...fica todo mundo rindo de mim, só porque eu queria andar na bolha!!!
Oh:eu tive infância...eu não tinha era uma bola dessas pra andar!!!!
Aposto que tem um monte de adulto com vontade andar também....

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Problema de Coluna:um problemão


Nós que não temos mais 18 anos, que somos adultos e que  nos "gastamos" entre os prazeres e obrigações do dia-a- dia ( o trabalho,a malhação, o trânsito,a tensão, o sexo,a balada,a rotina da casa)temos apresentado, de alguma forma,dor, mal estar ou algum tipo de problema na coluna...
De ciático à cervical, ela está ali: a dor, lembrando que não somos mais criança e apesar da expectativa de vida estar aumentando ( e por isso mesmo, devemos nos cuidar mais),nosso corpo tem sim, prazo de validade...
Minha amiga Nati está há um tempão com problema de hérnia, com a vida meio em suspensa, em repouso total, tentando evitar a cirurgia.
Não sei explicar direito o que se passa, só sei que dói e que é um problemão!
Nessa solidão que se sente quando se está em casa "de molho",ela descobriu muuitos adultos com os mesmos problemas,tentando se ajudar...tem até um blog da coluna!
Que bom que as experiências parecidas acabam unindo as pessoas e ajudando a passar por coisas chatas e complicadas, mais um obstáculo na nossa jornada de adulto...
Nati, tô na torcida. Força aí e fica boa logo pra gente sacudir essa coluna por aí....

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tenho medo de dentista....

Não entendo como o Homem é capaz de inventar uma estação lunar com mirante com vista pra Terra e não é capaz de criar uma broca que não faça barulho!
Dentista é assustador, e o medo já começa lá na sala de espera com o barulho da broca, que faz você ir "sumindo" na cadeira!!!
Tenho muita sensibilidade ao metal, a água fria, ao arzinho que seca o dente, e tenho dor sim!
Mais o barulho da broca e o "não saber aonde aquela ponta vai chegar"...nossa!
Tenho medo de dentista!
Minha sorte é que tenho a Rejane e a tartaruga...que eu aperto,aperto e descarrego minha tensão nela, tadinha!
A Rê tem a maior paciência,acho até que a deixo  nervosa de tanto medo que tenho....
Semana que vem tem mais...ai,ai,ai....

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Esse problema eu não tenho...




Não tenho problemas com carnaval.
Gosto inclusive, porque todo mundo sai da cidade e Porto Alegre fica vazia!É ótimo ir ao cine vazio, caminhar nos parques , não ter engarrafamentos, ter paz e tranquilidade!
Mas, considerando que não gosto da obrigatoriedade que se criou em torno de se viver as festas,comemorações e afins, tipo natal, dia das mães, dia dos namorados etc,como se não houvesse outra possibilidade de existência possível,resolvi me solidarizar com os que não tem sintonia com a "festa de momo" e transcrever o texto do Marcelo Carneiro da Cunha para o site do Terra.Achei bárbaro.
Tô até me preparando pra fazer um do tipo pro Natal....

"...nasci em Porto Alegre e cresci na serra gaúcha, onde a coisa mais parecida com baile de carnaval era a Festa da Uva, que, acreditem, de carnaval, ou de animação, não tinha nada. Na primeira vez em que eu fui passar um carnaval no Brasil profundo, quase morri atropelado por tanta felicidade em Salvador, e acho sinceramente que nunca fui tão apalpado, até por quem não tinha a intenção disso, como no carnaval de Olinda, com todos aqueles bonecos em homenagem ao Marco Maciel.
Aquilo não era pra mim. Sinceramente, acho que não é pra ninguém que tenha uma coluna vertebral. Como dançar aquelas músicas naquele ritmo e sair vivo, eu me pergunto? Frevo é a versão mais recente de alguma forma de tortura medieval, e axé não passa de um jeito de deixar pra lá as preliminares e passar logo ao que interessa, só que em público e com música ruim ao fundo.
E me pergunto: a gente pode admitir isso assim, abertamente? Um brasileiro não gostar de samba significa automaticamente que ele é ruim da cabeça e doente do pé? Eu provavelmente padeço dos dois males. Isso faz de mim um mau brasileiro? Um brasileiro não gostar de carnaval é a mesma coisa que um francês não gostar da Edith Piaf, um alemão não gostar de Hegel, um argentino não gostar de dulce de leche, um venezuelano não gostar de rum com Coca Cola, um norte-americano não gostar de invadir o Iraque, um norte-coreano gostar de comida?
Pior, será que eu estou sozinho no mundo, o único sujeito que não entende samba-enredo e acha que o desfile da Beija-Flor não quer necessariamente dizer que a classe trabalhadora chegou ao paraíso? Será que eu tenho problemas mentais e estéticos graves por não curtir a Globeleza, por mais que aprecie belas mulheres, mas não necessariamente expostas daquela forma?
"Na dúvida, não ultrapasse", nos ensina algum sábio filósofo que o Detran contratou especificamente para nos ajudar nessa vida de ultrapassagens arriscadas. Portanto, resolvi fazer exatamente o contrário do que o carnaval pede e ordena, e, pela primeira vez na história, convenci a minha brava editora Record a lançar um livro meu em plena sexta-feira, na véspera da folia.
Imaginem se existem outros aí fora iguais a mim? Imaginem que nesse mesmo instante, algum leitor dessa coluna sente o mesmo pânico diante da obrigação de se divertir enlouquecidamente até chegar a quarta-feira? Pois é para essas vítimas da diversão obrigatória que eu ofereço esse livro, que se chama Super e conta a história de um garoto que adora a internet, sendo obrigado a passar uns tempos no mundo lá fora, de praia, campo, montanha, carnaval, tudo que ele mais teme na vida.
Vai que algum de vocês também prefere não se despedaçar na avenida. Vai que algum de vocês não é tão fã da Ivete Sangalo. Vai que, além de tudo, algum de vocês gosta de ler livros no meio da folia alheia? Pimba. Bem nesse instante aparece o Super, um livro sobre garotos que o garoto, ou garota que há em você, seguramente, vai gostar. Já eu, que não posso ler os meus próprios livros pelos motivos óbvios, separei aqui o As Irmãs Makioka, setecentas páginas que mostram como a gente tem que saber muitas, muitas coisas, para poder ser japonês; além de vários dos livros que Georges Simenon escreveu sobre o Comissário Maigret, o mais inteligente e francês dos detetives, recém lançados pela bela editora LP&M, da fantástica Caroline Chang.
Pode vir, carnaval. Estamos armados e prontos. Com essa proteção, mais umas caixas de temporadas dos Sopranos, vai ser moleza chegar até a quarta-feira e nela ficar, até o sol raiar, ziriguidum, auê auê, e um bom axé a todos, valeu."

Terra Magazine,12fev2010*

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tributo aos que não tem vez

Queria expressar meu profundo pesar e minha indignada revolta quanto ao caso do estudante de biomedicina Alcides do Nascimento Lins assassinado semana passada no Recife.
Estranho como muitas situações chegam a beira de serem transformadas e parecem que são barradas magicamente por uma força  contrária a qualquer tentativa de evolução de  um "status quo" ja firmado e impregnado na alma de uma sociedade  que se auto-devora ,auto-destrói ,tropeça em si mesma e na sua própria vontade de mudar.
Me entristece enxergar que somos responsáveis por nossos próprios problemas e pela manutenção dos mesmos.
Problema social, meu problema.Teu problema, de todos os teus vizinhos,uma vez que morre o filho da juíza, da catadora de lixo,todos os filhos de um país que não se leva a sério e não ensina a sua prole que podemos mais do que sobreviver; podemos evoluir, preservar uns aos outros, respeitarmo-nos..
Como estava tentando o  estudante Alcides.
Tentando crescer como pessoa, sair da pobreza pela educação, dar uma  condição melhor a sua família e provar que todos tem direito a um lugar melhor na hierarquia social e na vida.
Lamento profundamente por todas as mães,por todos os filhos, por todos os excluídos, por todos que não tem vez.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

QUÉQUIHÁ!!!???!!!



Viu, quem mandou não cuidar do planeta...tá derretendo!
Porto Alegre tá derretendo
Minha paciência tá derretendo!

Hoje apertei o aparelho...
Tudo que andou prum lado
agora volta pro outro...
E eu sofrendo!
Tudo bem, já me acostumo...

Mas, você já me notou aqui, pessoa?
Por trás desse sorriso metálico, também bate um coração...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Lua Cheia



Tenho Fases como a lua....
como a lua, tenho luz,
lado escuro,
crateras n'alma
chego bem perto e me afasto
mudo de cor
como a lua, tenho um coração com uma bandeira cravada ,
marca de um homem que chegou....
e hoje sou cheia, iluminada,completa...