quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tributo aos que não tem vez

Queria expressar meu profundo pesar e minha indignada revolta quanto ao caso do estudante de biomedicina Alcides do Nascimento Lins assassinado semana passada no Recife.
Estranho como muitas situações chegam a beira de serem transformadas e parecem que são barradas magicamente por uma força  contrária a qualquer tentativa de evolução de  um "status quo" ja firmado e impregnado na alma de uma sociedade  que se auto-devora ,auto-destrói ,tropeça em si mesma e na sua própria vontade de mudar.
Me entristece enxergar que somos responsáveis por nossos próprios problemas e pela manutenção dos mesmos.
Problema social, meu problema.Teu problema, de todos os teus vizinhos,uma vez que morre o filho da juíza, da catadora de lixo,todos os filhos de um país que não se leva a sério e não ensina a sua prole que podemos mais do que sobreviver; podemos evoluir, preservar uns aos outros, respeitarmo-nos..
Como estava tentando o  estudante Alcides.
Tentando crescer como pessoa, sair da pobreza pela educação, dar uma  condição melhor a sua família e provar que todos tem direito a um lugar melhor na hierarquia social e na vida.
Lamento profundamente por todas as mães,por todos os filhos, por todos os excluídos, por todos que não tem vez.

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