segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"O que está acontecendo? ou Adultos precisam de Bom Humor!!!"


1.Boca cortada de novo! Não sei porquê:

se são os dentes que "caminhando" fizeram um novo caminho na parte interna da boca, do lábio;
se é a falta de roer as unhas que faz com que eu contraia os lábios quando estou nervosa (aliás, falando com minha amiga Cláudia, que também se aparelhou há pouco tempo, chegamos a conclusão da infinidade de "caretas" que adquirimos por conta desse aparato novo na boca!);
se é porque aprendi a fazer como a Rô, a me torturar comendo com força como que para "coçar" a parte dolorida, como as crianças fazem com a gengiva no início da dentição...


2.Honduras!

Gente, o que está acontecendo?O que ainda vai acontecer?O que diabos estamos fazendo metidos nessa confusão?Onde vai parar a democracia, os direitos cada vez mais questionados, a desconstrução das tradições democráticas ou como diria Luc Ferry, a "Filosofia da Liberdade que pouco a pouco nos tornou seres desprovidos de qualquer domínio real sobre o andamento do mundo, e por isso mesmo, desresponsabilizados como nunca, em nosso curto passado democrático?"

3.Cansaço:

Estou cansada, ou usando umas de minhas palavras preferidas em espanhol (não me pergunte o porquê...) estoy "aburrida"!
Então rezemos! Porque para isso só oração....
Esta é de Carlos Queirós, poeta português, contemporâneo e amigo de Fernando Pessoa, responsável por algumas de suas publicações:

Livrai-me, Senhor
De tudo o que for
Vazio de amor.

Que nunca me espere
Quem bem não me quer
(Homem ou mulher).

Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.

E mais de quem não
Possui nem um grão
De imaginação.

Carlos Queirós*


domingo, 27 de setembro de 2009

Primavera, novos tempos....




... "Quando a primavera chegava, mesmo que se tratasse de uma falsa primavera, nossos problemas desapareciam, exceto o de saber onde se poderia ser mais feliz.
A única coisa capaz de nos estragar um dia eram "pessoas", mas se se pudesse evitar encontros, os dias não tinham limites...
As pessoas eram sempre limitadoras de felicidade, exceto aquelas poucas que eram tão boas, quanto a própria primavera" ...
Hemingway*, Paris é uma Festa



Esse parágrafo me acompanha desde 08/09/2000, da "fase Hemingway", e passou a ser uma verdade eterna, um norte.
Fez muito sentido `aquela época.Foi um grande empurrão para que novas estações surgissem.
Os livros são verdades eternas...ainda bem.Adultos também precisam de verdades eternas...

(Alguém aí sabe como roer as unhas de aparelho?É uma coisa que sinto falta...o ferro impede o dente de chegar naquele pedacinho de DNA fundamental para alguns momentos de ansiedade!!!)

sábado, 26 de setembro de 2009

"Ferro não faz só aparelho: faz arte! Jean-Pierre Augier"

Todo es muy simple
Todo es muy simple mucho
más simple
y sin embargo
aún así
hay momentos
en que es demasiado para mí
en que no entiendo



y no sé si reirme a carcajadas
o si llorar de miedo
o estarme aquí sin llanto
sin risas
en silencio asumiendo mi vida
mi tránsito
mi tiempo.

Idea Vilariño*



Aos meus amigos...

Bons amigos...sempre tive os melhores!!!
Se é coisa que tive nessa vida, foram os melhores amigos...todos com muito brilho no olho...
Uns de longe, uns de perto.
Uns do passado, outros do presente.Todos sempre presentes!
Uns que trazem o passado de volta.

Uns que fazem sentir como se o tempo nem tivesse passado.
Uns de chorar, uns de rir, uns de beber,uns de caminhar....
Um de amar...
Todos de usar e abusar!
Aos meus amigos, toda saúde e sorte!


Loucos e Santos

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."


Oscar Wilde*

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Pois é....então tá...."



Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora...

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance...

Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre...

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...

Lenine*

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nasce um adulto....


Tenho alguns colegas e amigos mais novos, 20 e poucos anos,e percebo, que cada vez mais, as pessoas tem problemas para perceber quando "viram" adultos.
Algumas pessoas nunca "viram" adultos. E sem dúvida, quando isso acontece, tem alguma coisa errada!

O que torna uma pessoa adulta?
Bem, uma pessoa de 23 anos, que trabalha, vira a noite, faz o que quer do seu dia, compra o seu próprio cigarro(com um cigarro na mão muitos se acham adultos hoje em dia...) e paga o seu próprio aparelho,pode não ser necessariamente adulta.
Não o é por exemplo, quando fica 4 meses com o aparelho sem ir ao dentista fazer revisão, e acha que "vai funcionar" , sem se dar conta de que os dentes estão virando para fora.
Não o é por exemplo, quando se chama a mãe (eu disse, se chama a mãe) para ir ao seu trabalho porque lhe chamaram a atenção.
Não o é por exemplo, quando não percebe que, no dia que se é adulto, se tem que arcar com as consequências de seus atos, e que as vezes, eles são irreversíveis...
Tenho visto isso acontecer...isso sempre aconteceu na verdade, para uns mais que outros...
Sempre houve gravidez indesejada, por exemplo.
Mas penso que acidentes em função do álcool, são cada vez mais frequentes.
As maiores incidências de morte entre os jovens, há muito é relacionada com violência e automóveis.
Às vezes a consequência chega de forma devastadora . Às vezes, felizmente não.

Hoje passei o dia com uma jovem adulta angustiada por ter que assumir a responsabilidade por um ato impensado.Foi uma experiência interessante...
Sabe quando você vê a "ficha caindo"(expressão pra lá de adulta...) no semblante da pessoa?
Pois é...adultos assumem as responsabilidades por seus atos...isso é o que nos diferencia das crianças, embora tenha algumas que desde cedo ja aprenderam a não chamar a mãe...
Fiquei com um misto de pena e alegria ao perceber um adulto nascendo ali na minha frente.Nascer é doloroso, o é para todo mundo.
Definitivamente, quando você tem um problema e tem que resolver sozinho, você é irremediavelmente adulto!
Bem vindo ao meu mundo...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sem problemas....



abro com as mãos, te deixo olhar
te levo pra dentro devagar
sempre venho aqui nesse lugar
tomar xerez da tua boca
provar o sal do mar, mostrar um verso
provar um amor eterno
onde a sua mão está agora
a minha você sabe bem
quanto mais tempo demora
mais violento vem
falando absurdos
virando a noite
perdendo o senso
derretendo satélites
falando tudo
voando à noite
ouvindo estrelas
derretendo satélites
uma vez, dez, quinze, vinte, tanto faz
não tenho mais nada pra fazer
estou aqui pensando em você
deixando a água correr
provei o mar, mostrei um outro verso
provei um amor eterno
onde a sua mão está agora
a minha você sabe bem
quanto mais tempo demora
mais violento vem,meu bem...

paula toller & hebert viana*

domingo, 20 de setembro de 2009

"Só os doentes do coração deveriam ser atores!"...


Adultos tem muitas maneiras de refletir seus problemas.
As formas mais lúdicas e expressivas, infelizmente, passam longe da vida de muita gente, como a dança, o teatro, as artes de modo geral.
Nesta semana tivemos a oportunidade de refletir muitas coisas na maratona "Porto Alegre em Cena", em que nos impusemos eu e alguns amigos, amantes do Teatro ( outros não tão amantes, mais curiososo...mas vale mesmo assim!)
Deu para refletir o trabalho, as relações de poder,a inquietude da alma, a graça da vida, de forma direta, e muitas vezes, o ego e a vaidade dos seres humanos, de forma indireta(?!?)
Deu para questionar o porquê dos portoalegrenses apalaudirem de pé mesmo coisas muito absurdas...(?!?)
Deu para questionar o quanto é subjetivo o senso e o gosto de cada um, que adoram uma coisa que os outros odeiam, e vice-versa.

Mas enfim...sem dúvida, a linda surpresa do festival para mim, que assiti bem menos do que gostaria,foi o "Só os Doentes do Coração Deveriam ser atores."
Lindo, lindo, lindo...
O que inicialmente me chamou atençao, foi tratar sobre um ator que encenou durante a vida "Ricardo III", o meu texto preferido de Shakespeare, e que agora se vê "proibido" de ser ator por impossibilidade de saúde.
Mas era muuito mais que isso...
O texto na verdade, inspirado no livro de Eugenio Barba "Além das Ilhas Flutuantes", é uma reflexão do inicio ao fim, do que você lembra e esquece diariamente: viver e ser feliz!
Ao falar da morte, na verdade, reflete a vida, as lembranças, os amores, desamores, o caminho percorrido que nos distrai do objetivo inicial: viver e ser feliz!

..."Morremos a cada instante, a cada sonho destruído, a cada erro cometido, a cada amor não correspondido, a cada porta fechada, quando constatamos a ausência, quando não conseguimos dizer a verdade, quando não se faz amor (nem me lembro mais disso), quando se tem fome, quando não se tem fome mas sabe que tem um monte de gente com fome, ao constatar que seu avô morreu pobre e fodido, quando fazemos a opção correta mas parece errada, quando fingimos conhecer um assunto que não dominamos, quando recebemos a notícia que seu amado irmão morreu pela madrugada, quando estamos vivos mas sentimos vontade de morrer...
A morte é só a morte, e nada mais.
Porque tudo isso é viver!!!"....

*trecho do texto adaptado,de Eduardo Figueiredo

Antônio Petrin é sem dúvida um "grande" do Teatro, a musicista Elaine Giacomelli uma delicadeza no espetáculo.

Delicadeza.Tenho gostado muito dessa palavra.

Enfim, saí com o peito cheio, com vontade resolver todos os problemas , que infelizmente, nem sempre estão ao nosso alcance, e ser mais feliz...
Mas ainda há tempo.Todo dia há tempo.


sábado, 19 de setembro de 2009

Depoimento 2 (ou "guizado de vazio")


Sábado quase- perfeito!Daqueles de sol, garimpo nos sebos, todos, descobrindo as últimas "pérolas"da semana, do mês, porque em setembro ainda não tinha podido levar minha rinite para passear por lá (injustiça!os sebos estão cada vez mais limpos e organizados).

Achei coisas ótimas, inclusive uma edição dos irmãos karamasóv, que não é nem a carona lindéésima da editora 34, nem o "jornal" da Martins Claret... mas enfim...saí cheia de sacola, comprei, óbvio, mai do que podia...

Mas, o segundo passo da manhã perfeita de sábado após comprar livros, é: almoçar lendo livros!!
Adoro almoçar lendo.Me distrai do barulho dos restaurantes, que é uma coisa que me incomoda muito: o barulho.

Fiquei tão distraida e tão empolgada, que peguei aquele pedaço de vazio tão sonhado, esquecendo COMPLETAMENTE do porque não comia um suculento pedaço de carne ha tanto tempo!
Sentei, abri meu livro, parti minha carne e levei à boca "com tudo"...
Detalhe:saí sem escova de dentes!!!
Foi uma experiência única, tipo, se eu desse de cara comigo mesma no restaurante teria ficado constragida!
"-Minha filha, o que é isso, vai escovar essa boca, essas carnes, esse negócio nojento!!(certamente seria o comentário da minha mãe e de mais meia dúzia, talvez uma dúzia de mães presentes...

Bem, tentei fazer um guizado de vazio, que não teve a menor graça ou gosto e desisti.
Nem li, nem comi.Só passei vergonha!


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Depoimento!


Minha prima Simone já reclamou que antes “tava mais legal, com mais depoimentos”.

Minha amiga Betânia também, disse que eu prometi não pesar tanto, ser menos filosófica...

Bem, estou chegando a conclusão de que normalmente sou uma pessoa chata,reflexiva demais, rsss, mas tudo bem...

Queridas, estou aproveitando os últimos 8 dias antes de mexer no aparelho, para ser feliz, sem dor, sem “pressão” na boca.

E para tratar dos outros problemas de adultos, que não são poucos, todas sabemos...

Os dentes estão movendo-se livremente, coisa que eu aprecio, já há espaços visíveis (mais espaço ainda!!!)

Minha mordida está mais encaixada, tudo caminhando normalmente.

Comer ainda é difícil, estou louca por um churrasco!!!

Mas tem a vantagem de emagrecer, né, então, saudemos a isso!!!

Ah !! posso comer lasanha...e algumas outras coisas!!!


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"Te quiero..."

tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porqué tus manos
trabajan por la justicia

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mia
tu boca no se equivoca
te quiero porqué
tu boca sabe gritar rebeldía

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
y nem cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero em mi paraiso
es decir que en mi país
la gente vive feliz
aunque no tenga permiso

se te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos...

Mario Benedetti

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Aparelho , a Penitência e a Mastercard...

Meu amigo Tom, diz que eu descrevo o aparelho como se fosse uma penitência...é mais ou menos isso...me fez pensar nas penitências que nos infligimos ao longo da vida e o porquê delas...

Meu amigo Tom, saído de um casamento recentemente comprova cada vez mais minha hipótese de que o problema das relações é equalizar a essência de cada um sem abandonar a nossa própria essência.

A medida que nos envolvemos com o outro, vamos nos afastando cada vez mais de nós mesmo até que não nos reconhecemos mais...

O que torna as relações uma grande penitência...


Somente quando saímos delas é que percebemos, quantas coisas fizemos sem querer, contra a nossa vontade e como é bom estar livre.

Livre para pensar por si próprio, para assumir somente suas responsabilidades, para não se contradizer com a vontade do outro, e assim se violentar um pouquinho a cada dia.

Não acho que seja sempre assim, nem que seja necessário ser assim.Mas acaba sendo, muitas vezes...uma penitência estar junto diariamente...

Acredito realmente que quando você consegue equalizar as coisas, você atinge o amor maduro, aquele que faz pessoas viverem felizes a vida inteira com brilho no olhar mesmo com o passar do tempo.Mesmo que precise encontrar maneiras melhores de viver isso, como morar em casas separadas, viajar de vez em quando, ficar sozinho...o que não implica absolutamente em deslealdade ou infidelidade.

Amor maduro não é aquele que faz as pessoas ficaremm reféns uma das outras a vida inteira, presas num casamento triste, se castigando dia após dia,vendo quem faz o outro sofrer mais ou ser mais frustrado, como há muitos por aí, bem perto da gente...


Bom, espero o dia de tirar o aparelho em contagem regressiva...

E acredito que muitos gostariam secretamente de descartar o casamento e se livrar da penitência, mas não tem coragem...

As pessoas não deveriam se aproximar por que pensam que se precisam, seja para o que for...mas se aproximar pelo prazer de estarem juntas e assim, não serem “metades” como a idéia de amor romântico apregoa há tanto tempo.

As pessoas deveriam se aproximar cada uma com sua individualidade,”inteiras”, trazendo o que cada uma tem de excedente e não de falta.

Assim, sobraria leveza e não faltaria liberdade.

Parafraseando a Mastercard, o que se faz por si mesmo não tem preço!

Não importa que não tenha retorno o sorriso que você deu ou que não seja retribuída a gentileza que você fez ao outro.Se abrir para o mundo, não tem preço.

Assumir suas responsabilidades pela sua felicidade, não tem preço.

Ver a vida com olhos mais coloridos, pensar que o amanhã pode ser melhor que hoje....

Fazer o que te faz feliz...se livrar da penitência...não tem preço!

Viver fiel aos seus princípios, fazer o que tem vontade, independente do que pensam ou esperam de você.Não tem preço...

Sem dúvida, o melhor do aparelho, vai ser tirá-lo depois, e viver sem ele.

Talvez precisemos nos penitenciar para dar mais valor a nossas próprias escolhas, a nossa liberdade, aos nossos princípios, a nossa boca perfeita...



(Ah, Tom, a "zoiudinha" é a versão desenho da Amelie Poulain!!!)


terça-feira, 15 de setembro de 2009

" ...Refletindo sobre a Liberdade 2...."

Tudo Novo de Novo

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Paulinho Moska


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!"


Hoje esperei a libertação do jornalista Muntadhar Al-Zeidi, o corajoso que lançou o sapato no Bush.

Quem não gostaria de atirar o sapato no Bush?

Quem não gostaria de repetir o " ¿por qué no te callas?" do Rei Juan Carlos?

Muitos adultos tiveram muitos problemas para garantir a liberdade de expressão, de opinião, de escolha enfim, para o tempo que vivemos hoje.

Esta liberdade está sendo atualmente ameaçada em alguns países da América latina, e nós não temos percebido.

Podemos criticar os absurdos que acontecem a nossa volta, escolher as porcarias que passam na televisão, votar nos políticos de sempre, protestar, maldizer a governadora e nem nos damos conta de que em muitos lugares, as pessoas não tem nenhuma escolha!

Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!

Tem sido o grito dos grupos que constantemente pedem o não esquecimento dos acontecimentos mais tristes da nossa História recente e daquela que ainda acontece a nossa volta.

Não à tortura,à barbárie, à escravidão

Não às guerras e a exploração das indústrias bélicas. Não a exploração do trabalho desumano. Não à ignorância.

Não ao esquecimento do passado e as lutas que se travaram para que isso não persistisse.

Não principalmente para que nunca mais aconteça!



domingo, 13 de setembro de 2009

HOJE....

Adultos têm problemas de relacionamento, na mesma proporção que os problemas de comunicação...

Tem uns que falam demais, outros de menos.Uns que pensam que se comunicam com eficiência, mas não dizem nada.Outros que só observam, mas não tem coragem...

É que falar é fácil, difícil é comunicar.

Deveria ser fácil viver, mas os adultos complicam.

Tenho muitos amigos e amigas solitários.Deveria ser óbvio aproximá-los, mas os adultos tornam as coisas dificeis.

Uns são complexos demais, outros hippies demais.

Tem os esportistas e os boêmios.

Uns gostam de samba, outros de música clássica... e assim os adultos vão se afastando.

Todos sozinhos com suas questões e impossibilidades.

E carências. Principalmente carências.

Porque exigimos tanto?Porque afastamos as coisas felizes e escolhemos, preterimos, como se tivéssemos todo o tempo do mundo para ensaiar a vida?

John Lennon já dizia, que a vida é aquilo que acontece enquanto estamos fazendo planos.

Deveríamos ter isso mais presente.

Sorrir mais, falar mais bobagens, andar mais de bicicleta...

Correr de pés descalços e beijar muito na boca.

Ser mais felizes.

Hoje....


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

" Medos de Adultos"



Adultos têm medo.Medos que vem de criança, mas vão ficando, se transformando.

A diferença é que podemos fazer algo quanto a eles, além de “acender a luz” e chorar.

Meu primeiro medo foi de dentista.E paralelo a isto, muitos episódios odontológicos ruins foram acontecendo.Não sei se quem veio primeiro, o dentista mau ou o medo deles.

Depois veio o medo de rato, que foi substituído pelo de cachorro, que foi substituído pelo de morcego.

Esse aí ficou...



Dentista dá para evitar certo?!Até dá, mas tem um custo.E o custo é a sua saúde.

Melhor não negligenciar então, assim como os preventivos todos,que a gente deixa para o próximo semestre.

Melhor achar o dentista certo.

E é difícil...muitos errados vêm antes...

Mas um dia ele aparece .

Nesse caso, elas, as dentistas, que vieram em dupla logo de uma vez.



A Rê tava ali,amiga, atenciosa.Me atendeu numa hora difícil!Com a maior paciência.

Veio com uma idéia maluca de resolver meu problema com “aparelho”, imagina!!!

Impossível!

Será?Pois é....

Daí veio a Gabi, cheia de carinho e eu deixei as 2 me convencerem!!!

Doidera....

Mas é bom ser cuidada, ter confiança.

Dar chance para o medo passar...trabalha-los.

Complicado,mas é coisa de adulto!



Luc Ferry é um filósofo francês que eu acompanho ,com muito gosto, há muito tempo.

Com soluções práticas para aplicação da Filosofia no dia-a dia, torna-a menos simbólica, mais palpável e real.

Distingue 3 tipos de medo, as quais enfrentamos na vida, em maior ou menor grau :



...“Em resumo, há três tipos de medo. O medo social, a timidez, quando temos de falar em público, fazer uma apresentação num jantar, quando se encontra socialmente pessoas que são mais importantes que você, e se empalidece, as mãos tremem, a boca fica seca, enfim, a pressão social se encarna no corpo. Há os medos que os psicanalistas chamam de fobias, que são mais profundos. Pode ser simplesmente o medo de estar fechado num elevador, pegar o avião, ou o medo de rato, de serpente, de ter câncer, do escuro. Temos todos pequenas fobias. E há uma terceira categoria de medo, que são os medos metafísicos, particularmente o medo da morte. E há o medo da morte dos outros, de seus filhos, de pessoas que amamos, e isso toca na questão metafísica da finitude humana. O que caracteriza esses medos é que eles nos encurralam, somos como um esquimó no seu iglu, nos encolhemos, nos encerramos em nós mesmos."




Ele defende , que a finalidade da vida basicamente esta em 3 pontos fundamentais: em superar os medos (ser mais livre, sereno e aberto aos outros), em ampliar os horizontes ( baseada na nossa liberdade de nos separarmos das nossas particularidades mais primárias, seja a língua,nossa sociedade original, nossos preconceitos) e no amor, exercido com despreendimento e com finalidades individuais, visto que:



"Não é o individualismo no sentido do egoísmo. Não há nada mais coletivo do que os problemas individuais. Temos todos os mesmos problemas, de vida amorosa, de separação, de divórcio, de educação dos filhos, de poder de compra, de escolha de uma profissão que dê prazer.”



Serenidade, coragem amor,superar os medos.Queremos tudo.Penso que o difícil é ampliarmos os horizontes.Talvez venha daí todas as outras coisas...

Continua...

Vou pensar mais um pouco...



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Refletindo sobre liberdade: Afastem os conhaques de mim! Daqui para frente, apenas plax, listerine ou periogard (no máximo!)


Livre como um Deus


Não fique triste assim
Não vale a pena
Erros e acertos
São filhos do mesmo pai
E a mãe que fez a dúvida
Deu vida a certeza
O tempo há de mostrar
O mundo se transformar

Mais triste é quem diz
Que para um problema
Só existe a solução
Da matemática
O que me faz feliz
São coisas pequenas
Um lindo arco-íris
Riscando o fim de tarde

E eu olho pra você
E vejo toda a graça
Seus olhos brilham pretos*
Seus lábios sem palavras
Seus gestos com timidez
Seus dedos bem pintados
Seu rosto sem segredos
Sorrindo leite em lágrimas

Guarde esse amor
Ele é todo seu
Lindo como a flor
Livre como um deus

Nando Reis




quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ainda Sem Solução:

  1. Passar batom.Acredito que tenha a ver com o formato da boca, dos dentes e também alguma "manha".Na hora daquela esfregadinha fundamental para o resultado final, fica tudo no aparelho!
  2. Comer na rua.Sem comentários!O tempo entre a mesa e o banheiro mais próximo é eterno...Milhões de apetrechos, passa fios e escovinhas são necessários.Agora entendo porque minha prima Rô anda com uma caixa de palitos na bolsa...
  3. Comer, simplesmente.No dia que os dentes estão movendo então, nem se fala!Há quase 2 semanas meu cardápio é moranguinha amassada com lentilha e molho shoyu.Se minha vó tinha razão, a coxa vai engrossar...

Outros Problemas:

  1. Entender porque o Brasil precisa de aviões velhos e outros "trecos" bélicos da França.
  2. Acreditar que 1/3 da população quer a volta da velha CPMF, rebatizada.Deve ser a mesma parcela da população que acredita no Sarney....

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"VIVE" - Pessoa, Fernando; Poemas completos de Alberto Caieiros

Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.

O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.

Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas
como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.

Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Problemas da Semana 1: Perder a agenda!

Você, como eu, tem a vida na agenda?
Experimente "perder a vida"!(sim, adultos com problemas, são dramáticos!)
Tudo lá, documentos, extratos de banco, senhas importantes(não as de banco, é claro)anotações e exposições capaz de deixar você nua!!!
E você perde a agenda!
Não sabe nem onde (já que é pra perder, que seja bem perdido, afinal!!!)
Pois é, problema da semana...ainda não tenho a solução...
Mas por favor, não guarde a vida na agenda!
Viva de uma vez....Não guarde a vida não....


Problemas da Semana 2: Beijar de Aparelho!

Se você tem mais de 30 anos e não nasceu de aparelho, como as últimas gerações, fica em dúvida sim...
Mas não dá nada viu: não gruda, não dói, não machuca o outro e não tira pedaço de ninguém.
(E também não fica grudado, o que em alguns casos, até seria bom!!!!)
Pois é...até tem um gostinho de primeiro beijo...coisa boa!



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

FELICIDADE

(*)Felicidade é uma cidade pequenina
É uma casinha, uma colina
Qualquer lugar que se ilumina
Quando a gente quer amar

Se a vida fosse o meu desejo
Dar um beijo em teu sorriso sem cansaço
E o portão do paraíso é teu abraço
Quando a fábrica apitar

Um lindo espaço entre a fruta e o caroço
Quando explode é um alvoroço que distrai o teu olhar
É a natureza onde eu pareço metade
Da tua mesma vontade escondida em outro olhar
E como o doce não esquece a tamarinda
Essa beleza só finda quando a outra começar
Vai ser bem feito o nosso amor daquele jeito
Nesse dia é feriado, não precisa trabalhar

Pra não dizer que eu não falei da fantasia
Que acaricia o pensamento popular
O amor que fica entre a fala e a tua boca
Nem a palavra mais louca consegue significar
Felicidade!

Moraes Moreira

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os problemas de adulto começam cedo.
O aparelho nos dentes, que não foram arrumados até então, vêm depois...
São problemas com filhos, com mães,com ex...
São problemas com grana, com chefe, com o trabalho em si...
São problemas com amor, que foram e que vêm...e que não vêm as vezes....
São problemas existenciais de toda ordem.
E tem a boca cortada, o estranhamento, a vergonha, o falar difícil...que acaba sendo mais um problema...
Alguém tem algum problema?
Alguém tem alguma dica?
Chega aí, precisamos conversar....