De tudo o que for
Vazio de amor.
Que nunca me espere
Quem bem não me quer
(Homem ou mulher).
Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.
E mais de quem não
Possui nem um grão
De imaginação.
"Alguém tem algum problema? Alguém tem alguma dica? Chega aí, precisamos conversar..."

Bons amigos...sempre tive os melhores!!!



Minha prima
Minha amiga Betânia também, disse que eu prometi não pesar tanto, ser menos filosófica...
Bem, estou chegando a conclusão de que normalmente sou uma pessoa chata,reflexiva demais, rsss, mas tudo bem...
Queridas, estou aproveitando os últimos 8 dias antes de mexer no aparelho, para ser feliz, sem dor, sem “pressão” na boca.
E para tratar dos outros problemas de adultos, que não são poucos, todas sabemos...
Os dentes estão movendo-se livremente, coisa que eu aprecio, já há espaços visíveis (mais espaço ainda!!!)
Minha mordida está mais encaixada, tudo caminhando normalmente.
Comer ainda é difícil, estou louca por um churrasco!!!
Mas tem a vantagem de emagrecer, né, então, saudemos a isso!!!
Ah !! posso comer lasanha...e algumas outras coisas!!!Meu amigo Tom, diz que eu descrevo o aparelho como se fosse uma penitência...é mais ou menos isso...me fez pensar nas penitências que nos infligimos ao longo da vida e o porquê delas...
Meu amigo Tom, saído de um casamento recentemente comprova cada vez mais minha hipótese de que o problema das relações é equalizar a essência de cada um sem abandonar a nossa própria essência.
A medida que nos envolvemos com o outro, vamos nos afastando cada vez mais de nós mesmo até que não nos reconhecemos mais...
O que torna as relações uma grande penitência...
Somente quando saímos delas é que percebemos, quantas coisas fizemos sem querer, contra a nossa vontade e como é bom estar livre.
Livre para pensar por si próprio, para assumir somente suas responsabilidades, para não se contradizer com a vontade do outro, e assim se violentar um pouquinho a cada dia.
Não acho que seja sempre assim, nem que seja necessário ser assim.Mas acaba sendo, muitas vezes...uma penitência estar junto diariamente...
Acredito realmente que quando você consegue equalizar as coisas, você atinge o amor maduro, aquele que faz pessoas viverem felizes a vida inteira com brilho no olhar mesmo com o passar do tempo.Mesmo que precise encontrar maneiras melhores de viver isso, como morar em casas separadas, viajar de vez em quando, ficar sozinho...o que não implica absolutamente em deslealdade ou infidelidade.
Amor maduro não é aquele que faz as pessoas ficaremm reféns uma das outras a vida inteira, presas num casamento triste, se castigando dia após dia,vendo quem faz o outro sofrer mais ou ser mais frustrado, como há muitos por aí, bem perto da gente...
Bom, espero o dia de tirar o aparelho em contagem regressiva...
E acredito que muitos gostariam secretamente de descartar o casamento e se livrar da penitência, mas não tem coragem...
As pessoas não deveriam se aproximar por que pensam que se precisam, seja para o que for...mas se aproximar pelo prazer de estarem juntas e assim, não serem “metades” como a idéia de amor romântico apregoa há tanto tempo.
As pessoas deveriam se aproximar cada uma com sua individualidade,”inteiras”, trazendo o que cada uma tem de excedente e não de falta.
Assim, sobraria leveza e não faltaria liberdade.
Parafraseando a Mastercard, o que se faz por si mesmo não tem preço!
Não importa que não tenha retorno o sorriso que você deu ou que não seja retribuída a gentileza que você fez ao outro.Se abrir para o mundo, não tem preço.
Assumir suas responsabilidades pela sua felicidade, não tem preço.
Ver a vida com olhos mais coloridos, pensar que o amanhã pode ser melhor que hoje....
Fazer o que te faz feliz...se livrar da penitência...não tem preço!
Viver fiel aos seus princípios, fazer o que tem vontade, independente do que pensam ou esperam de você.Não tem preço...
Sem dúvida, o melhor do aparelho, vai ser tirá-lo depois, e viver sem ele.
Talvez precisemos nos penitenciar para dar mais valor a nossas próprias escolhas, a nossa liberdade, aos nossos princípios, a nossa boca perfeita...
(Ah, Tom, a "zoiudinha" é a versão desenho da Amelie Poulain!!!)

Hoje esperei a libertação do jornalista Muntadhar Al-Zeidi, o corajoso que lançou o sapato no Bush.
Quem não gostaria de atirar o sapato no Bush?
Quem não gostaria de repetir o " ¿por qué no te callas?" do Rei Juan Carlos?
Muitos adultos tiveram muitos problemas para garantir a liberdade de expressão, de opinião, de escolha enfim, para o tempo que vivemos hoje.
Esta liberdade está sendo atualmente ameaçada em alguns países da América latina, e nós não temos percebido.
Podemos criticar os absurdos que acontecem a nossa volta, escolher as porcarias que passam na televisão, votar nos políticos de sempre, protestar, maldizer a governadora e nem nos damos conta de que em muitos lugares, as pessoas não tem nenhuma escolha!
Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!
Tem sido o grito dos grupos que constantemente pedem o não esquecimento dos acontecimentos mais tristes da nossa História recente e daquela que ainda acontece a nossa volta.
Não à tortura,à barbárie, à escravidão
Não às guerras e a exploração das indústrias bélicas. Não a exploração do trabalho desumano. Não à ignorância.
Não ao esquecimento do passado e as lutas que se travaram para que isso não persistisse.
Não principalmente para que nunca mais aconteça!
Adultos têm problemas de relacionamento, na mesma proporção que os problemas de comunicação...
Tem uns que falam demais, outros de menos.Uns que pensam que se comunicam com eficiência, mas não dizem nada.Outros que só observam, mas não tem coragem...
É que falar é fácil, difícil é comunicar.
Deveria ser fácil viver, mas os adultos complicam.
Tenho muitos amigos e amigas solitários.Deveria ser óbvio aproximá-los, mas os adultos tornam as coisas dificeis.
Uns são complexos demais, outros hippies demais.
Tem os esportistas e os boêmios.
Uns gostam de samba, outros de música clássica... e assim os adultos vão se afastando.
Todos sozinhos com suas questões e impossibilidades.
E carências. Principalmente carências.
Porque exigimos tanto?Porque afastamos as coisas felizes e escolhemos, preterimos, como se tivéssemos todo o tempo do mundo para ensaiar a vida?
John Lennon já dizia, que a vida é aquilo que acontece enquanto estamos fazendo planos.
Deveríamos ter isso mais presente.
Sorrir mais, falar mais bobagens, andar mais de bicicleta...
Correr de pés descalços e beijar muito na boca.
Ser mais felizes.
Hoje....

Adultos têm medo.Medos que vem de criança, mas vão ficando, se transformando.
A diferença é que podemos fazer algo quanto a eles, além de “acender a luz” e chorar.
Meu primeiro medo foi de dentista.E paralelo a isto, muitos episódios odontológicos ruins foram acontecendo.Não sei se quem veio primeiro, o dentista mau ou o medo deles.
Depois veio o medo de rato, que foi substituído pelo de cachorro, que foi substituído pelo de morcego.
Esse aí ficou...
Dentista dá para evitar certo?!Até dá, mas tem um custo.E o custo é a sua saúde.
Melhor não negligenciar então, assim como os preventivos todos,que a gente deixa para o próximo semestre.
Melhor achar o dentista certo.
E é difícil...muitos errados vêm antes...
Mas um dia ele aparece .
Nesse caso, elas, as dentistas, que vieram em dupla logo de uma vez.
A Rê tava ali,amiga, atenciosa.Me atendeu numa hora difícil!Com a maior paciência.
Veio com uma idéia maluca de resolver meu problema com “aparelho”, imagina!!!
Impossível!
Será?Pois é....
Daí veio a Gabi, cheia de carinho e eu deixei as 2 me convencerem!!!
Doidera....
Mas é bom ser cuidada, ter confiança.
Dar chance para o medo passar...trabalha-los.
Complicado,mas é coisa de adulto!
Luc Ferry é um filósofo francês que eu acompanho ,com muito gosto, há muito tempo.
Com soluções práticas para aplicação da Filosofia no dia-a dia, torna-a menos simbólica, mais palpável e real.
Distingue 3 tipos de medo, as quais enfrentamos na vida, em maior ou menor grau :
...“Em resumo, há três tipos de medo. O medo social, a timidez, quando temos de falar em público, fazer uma apresentação num jantar, quando se encontra socialmente pessoas que são mais importantes que você, e se empalidece, as mãos tremem, a boca fica seca, enfim, a pressão social se encarna no corpo. Há os medos que os psicanalistas chamam de fobias, que são mais profundos. Pode ser simplesmente o medo de estar fechado num elevador, pegar o avião, ou o medo de rato, de serpente, de ter câncer, do escuro. Temos todos pequenas fobias. E há uma terceira categoria de medo, que são os medos metafísicos, particularmente o medo da morte. E há o medo da morte dos outros, de seus filhos, de pessoas que amamos, e isso toca na questão metafísica da finitude humana. O que caracteriza esses medos é que eles nos encurralam, somos como um esquimó no seu iglu, nos encolhemos, nos encerramos em nós mesmos."
Ele defende , que a finalidade da vida basicamente esta em 3 pontos fundamentais: em superar os medos (ser mais livre, sereno e aberto aos outros), em ampliar os horizontes ( baseada na nossa liberdade de nos separarmos das nossas particularidades mais primárias, seja a língua,nossa sociedade original, nossos preconceitos) e no amor, exercido com despreendimento e com finalidades individuais, visto que:
"Não é o individualismo no sentido do egoísmo. Não há nada mais coletivo do que os problemas individuais. Temos todos os mesmos problemas, de vida amorosa, de separação, de divórcio, de educação dos filhos, de poder de compra, de escolha de uma profissão que dê prazer.”
Serenidade, coragem amor,superar os medos.Queremos tudo.Penso que o difícil é ampliarmos os horizontes.Talvez venha daí todas as outras coisas...
Continua...
Vou pensar mais um pouco...
Livre como um Deus
Não fique triste assim
Não vale a pena
Erros e acertos
São filhos do mesmo pai
E a mãe que fez a dúvida
Deu vida a certeza
O tempo há de mostrar
O mundo se transformarMais triste é quem diz
Que para um problema
Só existe a solução
Da matemática
O que me faz feliz
São coisas pequenas
Um lindo arco-íris
Riscando o fim de tardeE eu olho pra você
E vejo toda a graça
Seus olhos brilham pretos*
Seus lábios sem palavras
Seus gestos com timidez
Seus dedos bem pintados
Seu rosto sem segredos
Sorrindo leite em lágrimasGuarde esse amor
Ele é todo seu
Lindo como a flor
Livre como um deusNando Reis
| Vive, dizes, no presente, Mas eu não quero o presente, quero a realidade; O que é o presente? Não quero incluir o tempo no meu esquema. Eu nem por reais as devia tratar. Eu devia vê-las, apenas vê-las; |

(*)Felicidade é uma cidade pequenina
É uma casinha, uma colina
Qualquer lugar que se ilumina
Quando a gente quer amar
Se a vida fosse o meu desejo
Dar um beijo em teu sorriso sem cansaço
E o portão do paraíso é teu abraço
Quando a fábrica apitar
Um lindo espaço entre a fruta e o caroço
Quando explode é um alvoroço que distrai o teu olhar
É a natureza onde eu pareço metade
Da tua mesma vontade escondida em outro olhar
E como o doce não esquece a tamarinda
Essa beleza só finda quando a outra começar
Vai ser bem feito o nosso amor daquele jeito
Nesse dia é feriado, não precisa trabalhar
Que acaricia o pensamento popular
O amor que fica entre a fala e a tua boca
Nem a palavra mais louca consegue significar
Felicidade!
Moraes Moreira