quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Aparelho , a Penitência e a Mastercard...

Meu amigo Tom, diz que eu descrevo o aparelho como se fosse uma penitência...é mais ou menos isso...me fez pensar nas penitências que nos infligimos ao longo da vida e o porquê delas...

Meu amigo Tom, saído de um casamento recentemente comprova cada vez mais minha hipótese de que o problema das relações é equalizar a essência de cada um sem abandonar a nossa própria essência.

A medida que nos envolvemos com o outro, vamos nos afastando cada vez mais de nós mesmo até que não nos reconhecemos mais...

O que torna as relações uma grande penitência...


Somente quando saímos delas é que percebemos, quantas coisas fizemos sem querer, contra a nossa vontade e como é bom estar livre.

Livre para pensar por si próprio, para assumir somente suas responsabilidades, para não se contradizer com a vontade do outro, e assim se violentar um pouquinho a cada dia.

Não acho que seja sempre assim, nem que seja necessário ser assim.Mas acaba sendo, muitas vezes...uma penitência estar junto diariamente...

Acredito realmente que quando você consegue equalizar as coisas, você atinge o amor maduro, aquele que faz pessoas viverem felizes a vida inteira com brilho no olhar mesmo com o passar do tempo.Mesmo que precise encontrar maneiras melhores de viver isso, como morar em casas separadas, viajar de vez em quando, ficar sozinho...o que não implica absolutamente em deslealdade ou infidelidade.

Amor maduro não é aquele que faz as pessoas ficaremm reféns uma das outras a vida inteira, presas num casamento triste, se castigando dia após dia,vendo quem faz o outro sofrer mais ou ser mais frustrado, como há muitos por aí, bem perto da gente...


Bom, espero o dia de tirar o aparelho em contagem regressiva...

E acredito que muitos gostariam secretamente de descartar o casamento e se livrar da penitência, mas não tem coragem...

As pessoas não deveriam se aproximar por que pensam que se precisam, seja para o que for...mas se aproximar pelo prazer de estarem juntas e assim, não serem “metades” como a idéia de amor romântico apregoa há tanto tempo.

As pessoas deveriam se aproximar cada uma com sua individualidade,”inteiras”, trazendo o que cada uma tem de excedente e não de falta.

Assim, sobraria leveza e não faltaria liberdade.

Parafraseando a Mastercard, o que se faz por si mesmo não tem preço!

Não importa que não tenha retorno o sorriso que você deu ou que não seja retribuída a gentileza que você fez ao outro.Se abrir para o mundo, não tem preço.

Assumir suas responsabilidades pela sua felicidade, não tem preço.

Ver a vida com olhos mais coloridos, pensar que o amanhã pode ser melhor que hoje....

Fazer o que te faz feliz...se livrar da penitência...não tem preço!

Viver fiel aos seus princípios, fazer o que tem vontade, independente do que pensam ou esperam de você.Não tem preço...

Sem dúvida, o melhor do aparelho, vai ser tirá-lo depois, e viver sem ele.

Talvez precisemos nos penitenciar para dar mais valor a nossas próprias escolhas, a nossa liberdade, aos nossos princípios, a nossa boca perfeita...



(Ah, Tom, a "zoiudinha" é a versão desenho da Amelie Poulain!!!)


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